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Romeu Zema representa o Brasil na COP 26 em painel sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.

Governador destaca protagonismo de Minas na produção de energia limpa e em ações de recuperação ambiental

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, participou, nesta quinta-feira (11/11), do painel sobre Cidades, Regiões e Espaços Organizados, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP-26), em Glasgow, na Escócia. Na oportunidade, o chefe do Executivo representou o Brasil no principal debate do dia na conferência, cujo objetivo foi discutir e avançar em ações sustentáveis adotadas por cidades, comunidades e regiões.

O governador destacou o empenho do Governo e da indústria para cumprir as metas da Race to Zero (Corrida para o Zero) – campanha global para reunir lideranças com objetivo de zerar emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050. Minas foi o primeiro estado da América Latina e do Caribe a aderir à iniciativa.

“Minas Gerais está na área central do Brasil, tem 21 milhões de habitantes e tamanho equivalente ao da França. Somos um estado com atividades muito dinâmicas, como a mineração, setor em que lideramos as exportações nacionais. Além disso, também temos uma área agrícola muito forte. Se fossemos um país, seríamos, atualmente, o maior produtor de café do mundo. Temos uma grande preocupação de que os produtos que exportamos tenham um selo verde, que sejam produzidos com sustentabilidade”, afirmou Romeu Zema, destacando as exportações de café, minério e aço.

O governador enfatizou a busca por sustentabilidade nas ações do Estado e destacou o desenvolvimento de projetos relacionados à energia fotovoltaica e à recuperação ambiental. Uma das propostas, apresentada na COP 26 pela secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo, é a meta de reflorestar 3,7 milhões de hectares em áreas rurais mineiras até 2030.

“Boa parte da nossa produção, hoje, já é feita de maneira quase verde. Somos o estado que mais refloresta no Brasil. Uma importante parcela do aço que produzimos usa carvão vegetal, que é uma fonte renovável. Boa parte da eletricidade que consumimos é produzida via hidrelétricas, somos um estado com muitos reservatórios e também estamos fomentando a energia solar, fonte em que somos o principal produtor brasileiro”, explicou Zema.

Debate sobre soluções

O painel Cidades, Regiões e Espaços Organizados contou com a mediação da CEO do World Green Building Council, Cristina Gamboa, e também com a participação do prefeito de Istambul (Turquia), Ekrem İmamoğlu.

Cristina Gamboa reforçou a importância do debate para o futuro da população mundial, que está relacionado à expansão dos grandes centros urbanos. “A construção civil é um setor estratégico para que, simultaneamente, possamos abordar os diversos desafios globais que enfrentamos, assim como as mudanças climáticas. Buscamos apontar, neste evento, lideranças locais e regionais como política vital para promover ações climáticas, reduzir gastos e desperdícios nas construções e, claro, fomentar a criação de empregos sustentáveis”, disse.

Os efeitos das mudanças climáticas em todo o mundo ganharam destaque na fala do prefeito de Istambul. “A cada ano estamos tendo cada vez mais tempestades. Em agosto, infelizmente, perdemos 82 vidas por causa das chuvas. As temperaturas aumentam muito nos meses de verão e, devido às mudanças climáticas, algumas regiões do nosso país sofreram com incêndios devastadores. Perdemos nossa gente, nossas florestas e nossas terras. A maioria dos países mediterrâneos enfrentou situações semelhantes. Todos esses problemas nos mostram a importância do trabalho e da administração local para controlar o aquecimento global”, relatou Ekrem İmamoğlu.

Metas para o futuro

A trajetória da Corrida para o Zero estabelece novas metas, com entregas previstas até agosto de 2022. Entre elas estão as atualizações do plano de mudanças climáticas de Minas Gerais e do Inventário de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (GEE), que aponta as atividades mais poluidoras no estado.

“Temos uma visão de longo prazo, queremos ser um estado sustentável, que preserve as suas riquezas, e também um estado competitivo. O mundo está caminhando para que todos os produtos vendidos tenham, necessariamente, um selo verde”, observou Romeu Zema.

A Universidade de Strathclyde, na Escócia, propôs a realização de projetos com dois municípios mineiros que têm sofrido as consequências das mudanças no clima, Uberaba e Patos de Minas.

A adesão do Brasil ao plano de redução de emissão de metano também afeta o estado, que já reúne estudos e metas sobre o tema. “Em Minas, a agropecuária é responsável por grande parte das emissões de metano, temos um rebanho muito grande, são mais de 22 milhões de cabeças de gado. Com a melhoria genética e de produtividade, somente neste setor, vamos conseguir reduzir as emissões em 30%”, acrescentou o governador.

Investimentos

Durante a COP 26, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) foi o primeiro banco brasileiro a integrar a Green Bank Network, rede internacional de bancos disposta a financiar projetos sustentáveis, criada na COP 21. Em 4/11, o BDMG também aderiu à Declaração de Realinhamento do Suporte Público à Transição Energética, compromisso em nível global, promovido pelo Governo do Reino Unido, que prevê o não financiamento a projetos que envolvam extração, comercialização e transporte de combustíveis fósseis a partir de 2023.

Romeu Zema ressaltou que o banco já tem investido nos setores. “O BDMG está direcionando linhas de financiamento com juros menores para aqueles projetos que têm sustentabilidade. Minas é uma das melhores regiões do mundo para geração de energia fotovoltaica e, hoje, temos recebido bilhões de investimentos neste tipo de produção”, disse.

COP 26

O chefe do Executivo mineiro representou o Brasil e o estado na COP 26, acompanhado da secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo, e do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe.

Mais cedo, ainda em Glasgow, os três participaram de apresentação das ações do estado em prol da sustentabilidade e do mapeamento das emissões e captura de carbono da cadeia produtiva das 200 maiores indústrias de Minas Gerais.

Após a participação no painel principal, o governador visitou estandes e participou de debates com importantes atores na questão climática, especialmente os que indicam pontos necessários para o Brasil.

No estande do Brasil Climate Action Hub, Zema esteve ao lado do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, e do prefeito de Niterói, Axel Grael. Na ocasião, ele apresentou ações de Minas em prol da sustentabilidade e compartilhou experiências nacionais. Também participou do encontro a secretária executiva do governo de Pernambuco, Inamara Melo.

Nesta quinta-feira, o governador acompanha Marília Melo na exibição do portfólio “Cidades, regiões e ambiente construído – Lideranças climáticas subnacionais”, também na COP 26.

Agência Minas

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