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Romeu Zema garante apoio para reconstrução de Carangola, na Zona da Mata.

Cidade foi fortemente atingida pelas chuvas nos últimos dias; Defesa Civil coordena trabalhos no município para minimizar impactos e prejuízos

O governador Romeu Zema esteve nesta segunda-feira (22/2) em Carangola, na Zona da Mata, para vistoriar e acompanhar o trabalho e as ações assistenciais do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec/MG) no município. A cidade foi fortemente atingida pelas chuvas nos últimos dias, deixando, até o momento, 35 desabrigados e cerca de 1.100 desalojados.

Desde a última sexta-feira (19/2), após as fortes chuvas, o Rio Carangola teve elevação do seu nível, causando transbordamento e alagando ruas, casas e comércios da cidade. Também foram registrados deslizamentos em pontos do munícipio. Logo após os primeiros registros, equipes dos Bombeiros e da Defesa Civil se deslocaram para Carangola, onde implementaram um posto de comando para coordenar as atividades. Também foi enviado um caminhão com donativos, com colchões, kits de limpeza e de higiene.

Zema ressaltou o empenho do governo para minimizar os danos causados pelas chuvas. Ele lembrou que, em primeiro lugar, é importante dar assistência imediata às famílias que estão com dificuldades, para dar a elas ajuda humanitária e retirá-las das áreas de risco.

“Viemos acompanhar a questão de desabrigados e desalojados, como está esta situação. A Defesa Civil do Estado também vai providenciar aquilo que for necessário a essas pessoas”, afirmou o governador.

O governador lembrou, ainda, que é necessário encontrar uma solução a longo prazo para que outras situações como esta não se tornem recorrentes. “Precisamos encontrar para o futuro algo que possibilite o cidadão de Carangola viver tranquilo quando cai a água do céu. É muito triste para uma pessoa ver todo o seu patrimônio ir embora numa noite chuvosa como aconteceu”, afirmou Zema.

Situação de emergência

Zema se reuniu com o prefeito do município, Silas Vieira, representantes do município e percorreu a cidade para conversar e prestar solidariedade aos moradores e comerciantes, e ver de perto os estragos, ainda difíceis de serem contabilizados. O governador lembrou, no entanto, que a declaração de emergência pelo município, com o auxílio da Defesa Civil, vai ajudar o município na sua reconstrução.

“Com o estado de emergência, o Estado vai dar total apoio ao município, solicitar verbas para que as vias públicas, pontes e outras estruturas que foram afetadas possam ser reconstruídas o quanto antes”, finalizou o governador.

Integração

O coordenador estadual da Defesa Civil e chefe do Gabinete Militar do governador, coronel Osvaldo de Souza Marques, destacou o trabalho de integração realizado para minimizar os danos à população.

“A Defesa Civil trabalha na prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação dos desastres. Tão logo começaram as chuvas intensas na Zona da Mata, enviamos equipes para analisar e tentar preparar os municípios. Nós atuamos como coordenadores dos eventos, sempre de forma integrada com outros órgãos do estado e as prefeituras. A atuação coordenada nos garante a nossa meta, que é salvar vidas e levar um alento para quem perdeu as coisas com a ajuda humanitária”, disse o coronel Osvaldo.

Prejuízos

Com o temporal, José Geraldo Alves precisou sair às pressas de sua casa. Ele deixou a residência com suas duas filhas e o genro. “A água passou por cima da casa. Perdemos tudo. E do jeito que a casa ficou não tem como voltar para lá”, afirmou.

Josélia de Souza, filha de José Geraldo, contou que eles deixaram tudo para trás. A família está alojada em uma escola do município. “Saímos praticamente com a roupa do corpo. Nem as compras, as comidas da geladeira, a gente conseguiu salvar. Fomos lá para tentar limpar a casa e está tudo boiando”, lamentou.

Mesmo morando no segundo andar, Luciano Oliveira dos Reis também viu muito de seus móveis e eletrodomésticos serem perdidos após a água atingir cerca de quatro metros de altura. O andar de baixo, onde a sogra morava, foi evacuado a tempo, mas não poupando os estragos materiais. Na porta de casa, junto ao barro, Luciano tenta contabilizar os prejuízos.

“Ano passado tivemos uma enchente, mas não a ponto de subir para o segundo andar. Perdemos desde roupas a móveis. Agora estamos tentando limpar a casa e organizar o que conseguirmos guardar”, contou.

Fotos: Pedro Gontijo / Imprensa MG

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