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Quadrilha que atuaria em Varginha pode ter ligação com o PCC.

Fontes ligadas à investigação informaram que as forças de segurança não descartam o envolvimento entre os criminosos e a facção paulista.

Uma fonte ligadas às investigações da operação policial em Varginha, no Sul de Minas, que deixou 26 mortos, informou que o grupo pode ter ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A suspeita é uma das linhas de investigação das forças de segurança.

O que é o PCC

O Primeiro Comando da Capital (PCC) é uma facção criminosa paulista, que atua em outros Estados. Em Minas Gerais, há ramificações do grupo na região do Triângulo Mineiro. Inclusive, há informações de que parte dos criminosos mortos em Varginha, no Sul de Minas, são de Uberaba, na região do Triângulo. Geralmente, o PCC participa de grandes assaltos para financiar a quadrilha.

A facção funciona como uma espécie de seguro para os presos. Os integrantes da organização criminosa, que está em aproximadamente 90% das prisões paulistas, assegura a vida do detido dentro das cadeias, além de ajudar as mulheres com uma espécie de pensão. Quem trai a organização ou comete algum “crime” contra um dos membros, é punido pelo PCC.

A operação

A Polícia Militar e a Polícia Rodoviaria Federal (PRF) realizaram uma operação conjunta e desmantelaram uma quadrilha de assalto a bancos de alta periculosidade, conhecida como “novo cangaço”, em Varginha, neste domingo (31). Ao todo, 25 criminosos morreram em confronto com as polícias durante a operação, e vários ficaram feridos.

O confronto ocorreu em duas chácaras da cidade. Na primeira, 18 criminosos, foram mortos quando atacaram os policiais. Na segunda chácara, foram sete mortos. O grupo estava armado com um arsenal de guerra, explosivos e coletes a prova de balas. 

“Posso adiantar que esta é a maior operação referente ao ‘novo cangaço’ no país. Muitos infratores fariam um roubo a banco, provavelmente na data de amanhã ou hoje, e foram surpreendidos pelo nosso serviço de inteligência integrado com a PRF. Foi uma ação conjunta que resultou na apreensão de um grande armamento, além de explosivos e coletes à prova de balas que eram utilizado por esses infratores” informou a capitão Layla Brunela, porta-voz da PMMG.

Como ocorreu a ação

– A PMMG recebe denúncia anônima de movimentação de carros e pessoas estranhas na entrada de Varginha. Informação foi compartilhada com área da inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na semana passada, e foi iniciado o planejamento da ação.

– A área de inteligência das forças de segurança começa a mapear sítios na área rural da cidade e identifica dois locais com grande movimentação de carros, mas sem realização de festas, o que levanta a suspeita.

– Criminosos estavam há mais de uma semana em dois sítios, distantes um do outro, planejando o ataque a instituições bancárias e de transporte de valores da região.

– Por volta das 6h da manhã deste domingo (31), policiais fazem cerco simultâneo nos dois sítios. Cerca de 25 agentes da PRF, 22 militares do Bope e mais equipe da Polícia Federal surpreendem os bandidos.

– 18 criminosos estavam em um endereço e outros sete em outra chácara. Criminosos não se rendem e reagem com tiros de fuzil e armas de grosso calibre.

– Há intensa troca de tiros na área externa e dentro da casa dos sítios.

– Nenhum policial se fere na operação. Criminosos feridos são socorridos e logo após vêm a óbito. No total, 26 infratores morrem na troca de tiros com as forças de segurança. Nenhuma pessoa é identificada em fuga.

– Polícia acredita que os 26 homens faziam parte do grupo de ação da quadrilha. Investigações apuram se mais pessoas integram o bando.

Informação: O Tempo/ALINE DINIZ E MANUEL MARÇAL

 

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