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Polícia Civil prende mais dois suspeitos de duplo latrocínio em Santa Margarida.

Outros quatro homens já haviam sido presos anteriormente

Dois homens foram presos preventivamente pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em Fervedouro, na Zona da Mata, na manhã desta quarta-feira (26), suspeitos de integrarem a organização criminosa que teria sido responsável pelos crimes de latrocínio ocorridos no último dia 10 de julho, em Santa Margarida, na mesma região. As prisões fazem parte da Operação Lúcifer. Os presos são Ademar José Pedrosa, 44 anos, que é considerado pela polícia o líder da organização, e Marcos Henrique Fernandes Ribeiro, 21, que teria passado informações sobre os bancos.

 

No dia dos crimes, os suspeitos teriam cometido roubos a duas agências bancárias da cidade e, ainda, matado um policial militar e um vigilante de um dos bancos. Quatro homens já haviam sido presos pelas polícias Civil e Militar, três deles no dia dos fatos e um no dia 16 deste mês. Após as prisões, as investigações prosseguiram e foram identificados outros dois suspeitos.

 

Nesta manhã, além dos cumprimentos de mandados de prisão, realizados em Fervedouro, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, em Fervedouro e Divino, na casa de pessoas ligadas à organização. Foram feitas, inclusive, buscas na residência e escritório de um homem que seria advogado da quadrilha. Foram apreendidos diversos documentos, que serão analisados nas investigações. A PCMG já identificou que o mesmo grupo teria participado de pelo menos outros oito crimes na região, entre roubos a bancos e explosões de caixas eletrônicos.

De acordo com o que foi apurado, Ademar estaria presente no dia do duplo latrocínio. Marcos Henrique possuía outro mandado de prisão em seu desfavor, que também foi cumprido, por um roubo cometido em Tombos. Os quatro suspeitos dos mesmos crimes, detidos anteriormente, continuam presos preventivamente.

 

“O inquérito do duplo latrocínio foi concluído e está sendo remetido à Justiça na data de hoje. Foi instaurado procedimento complementar para apurar e desarticular toda a organização criminosa. Tal investigação conta com o apoio de uma força-tarefa, coordenada pelas agências de inteligência das delegacias regionais de Manhuaçu e Muriaé. Nessa investigação, novos nomes podem aparecer e, consequentemente, novas prisões”, ressalta o delegado Felipe Ornelas, responsável pelos casos.

 

O grupo criminoso tem sido chamado pela comunidade local de “Novo Cangaço”, devido às semelhanças com a organização de Lampião, que aterrorizava as comunidades realizando roubos em série, no sertão nordestino, no século passado. O nome da operação, Lúcifer, faz referência ao codinome pelo qual o advogado é conhecido pelos membros da organização.

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