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Minas ainda não cogita combinação de vacinas contra a Covid para grávidas.

Em Minas, grávidas estão liberadas para vacinar com Pfizer ou Coronavac

A estratégia adotada pelo Rio de Janeiro de combinar vacinas da AstraZeneca e da Pfizer para completar a imunização de grávidas, a princípio, não deve ser adotada em Minas Gerais. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que vai continuar seguindo a orientação do Ministério da Saúde de só completar o esquema vacinal das gestantes que receberam a primeira dose do imunizante da Oxford/Fiocruz 45 dias após o parto.

Mas especialistas defendem que estudos mostram que a intercambialidade das duas vacinas funciona e garante a proteção contra o novo Coronavírus. Integrante do Comitê de Combate à Covid em Belo Horizonte e professor da UFMG, Unaí Tupinambás recomenda que a mescla seja utilizada apenas para grávidas, que são grupo de risco da doença.

“Já há trabalhos mostrando que a primeira dose com a Astrazeneca e a segunda com a Pfizer funcionam bem e é seguro. Eu acho que deve ser reservado neste momento só para gestantes. E, no futuro, fazer essa customização nocalendário vacinal devido à escassez de insumos”, justifica.

Presidente da Sociedade Mineira de Infectologia e também integrante do Comitê de BH, o médico Estevão Urbano observa que a estratégia de combinar as duas vacinas tem ganhado espaço em outras localidades do mundo. Mas, para o especialista, é preciso mais comprovações sobre a eficácia.

“Possivelmente funciona, mas ainda são dados preliminares. Não vejo isso como algo errado, mas não acho que seja uma prática que deva ser implementada de forma rotineira, no país como um todo”, pontuou.

O médico, no entanto, pontuou que algumas linhas científicas apontam que a combinação das duas vacinas pode, inclusive, melhorar a proteção contra o vírus. “Só que isso ainda, na minha visão, carece de mais comprovações literárias. Mas não é nada de grave ou excepcional (a mescla dos imunizantes)”, declarou.

Posição oficial

Em nota, a SES ressaltou que aguarda novas orientações por parte do Ministério da Saúde. Enquanto isso, as grávidas que receberam a primeira dose com a Astrazeneca só podem obter a segunda dose depois do puerpério. No Estado, 1.615 gestantes receberam a primeira dose da Astrazeneca. “Com relação a esses casos, a Secretaria orienta os municípios quanto ao acompanhamento das gestantes”, destacou.

Em Belo Horizonte, conforme a Secretaria Municipal de Saúde, todas as gestantes e puérperas, com e sem comorbidade, estão recebendo a vacina Pfizer desde o início da campanha.

Procurado pela reportagem de O Tempo, o Ministério da Saúde não se manifestou sobre a combinação das duas vacinas na imunização das grávidas. Já a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ressaltou que a decisão de utilizar diferentes vacinas combinadas no esquema vacinal é uma estratégia do Programa Nacional de Imunizações (PNI). “Assim, o protocolo de imunização não é definido pela Anvisa, mas deve levar em consideração as informações conhecidas sobre cada vacina e seu perfil de segurança e eficácia”, destacou

A Anvisa informou que não foram apresentados à agência estudos sobre a intercambialidade das vacinas. “Dessa forma, e com as informações atualmente conhecidas, não é possível fazer afirmações sobre a intercambialidade das vacinas, ou seja, se podem ser substituídas e combinadas umas com as outras. Este é um tema de interesse para as estratégias de vacinação pública coordenadas pelos governos e não é, no momento, tema de discussão de agências regulatórias”, finalizou.

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