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14 de abril – Dia Mundial do Café.

Nas cozinhas mais simples ou nos restaurantes mais sofisticados, a xícara tem o seu lugar de destaque. O café, que desperta os brasileiros, também movimenta a economia, com a geração de emprego e renda. Sua importância é tamanha que em 14 de abril é celebrado o Dia Mundial do Café.

Para se ter ideia desta relevância, neste ano a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê a colheita de 26,9 milhões de sacas. Deste total, 48,4% devem ter origem em Minas Gerais. No ano passado, o Valor Bruto da Produção (VBP) apontou que a cafeicultura mineira movimentou R$ 21,7 bilhões, ou seja, representou cerca de 18% do que girado pelo VBP de toda a agropecuária do estado.

A analista de Agronegócios do Sistema FAEMG, Ana Carolina Gomes, destaca que não é de hoje que o café tem grande importância econômica: “desde sua chegada no Brasil, o grão foi o maior gerador de riquezas e o produto mais importante da história nacional, responsável pelo desenvolvimento e modernização do país, pela construção de portos e estradas e a dinamização das cidades”.

Ela lembra que o Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café, responsável por cerca de 30% do mercado internacional. E os brasileiros estão em segundo lugar no ranking de consumidores do cafezinho, perdendo apenas para os EUA.

Além de o café contribuir para a formação de capital no setor agrícola, absorve uma grande parcela de mão-de-obra, gerando muitos empregos diretos e indiretos, exercendo também um importante papel social. Estima-se que cerca de 4 milhões de empregos são gerados em toda a cadeia produtiva mineira do grão.

DESTAQUE INTERNACIONAL

O Brasil é o maior exportador mundial de café. E os principais países importadores do grão colhido aqui são Estados Unidos, Alemanha, Itália, Bélgica e Japão, entre outros com menor participação.

Destaca-se que 68% do café exportado para o mundo é das lavouras mineiras. “Para se ter uma ideia da representatividade, uma em cada cinco xícaras de café consumidas no mundo sai de Minas Gerais”, reforça Ana Carolina Gomes.

O grão é um dos principais geradores de renda no estado. É cultivado em mais de 600 dos 853 municípios mineiros, sendo a principal atividade econômica em 340 deles. Segundo o último censo agropecuário (2017), em Minas Gerais são mais de 123 mil estabelecimentos agropecuários que produzem café, o que gera oportunidade para mineiros, que dependem, direta ou indiretamente, da cafeicultura para o sustento. “Aí está uma importância que vai além da econômica, que é a social”, afirma Ana Carolina Gomes.

POR DENTRO DA XÍCARA

 

 

 

Foto de Marta Dzedyshko no Pexels

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