Um Asilo Exemplar Em Manhuaçu MG

O Asilo São Vicente de Paulo, situado na cidade de Manhuaçu MG, tem recebido constantemente elogios de quem passa por ali. Segundo o Presidente Rômulo do Carmo Rodrigues, para ele tem sido motivo de extrema satisfação fazer parte dessa diretoria há algum tempo, e voluntariamente, procura fazer o de melhor para o bem estar dos internos que ali estão muitos deles sem ver seus familiares há muito tempo. O Asilo tem sempre passado por melhorias, recentemente ganhou um novo refeitório, o seu pátio foi totalmente reestruturado, e todos os quartos reformados, toda pintura foi refeita embelezando ainda mais o seu visual. Segundo Dr. Oscar Del Poso: “Ao contrário de tempos passados, hoje existem várias situações que acabam resultando na internação de um idoso numa instituição permanente. A família moderna tem uma estrutura diferente da antiga família patriarcal, quando várias gerações habitavam a mesma casa e apenas o chefe respondia pelo sustento, ao passo que as mulheres ocupavam-se apenas da administração doméstica, cuidando das crianças e dos mais velhos. O convívio de várias gerações sob o mesmo teto era saudável e norma habitual.

A maioria das mulheres de hoje tem empregos que fazem com que elas permaneçam por um grande numero de horas fora dos seus lares. Os jovens partem para a escola e os idosos permanecem isolados em suas casas, sujeitos a acidentes e vítimas também de depressão, ansiedade e outros males. Quem tem tempo para levá-los ao médico, caminhar ou outras atividades externas?

Nessas ocasiões, os asilos surgem como uma solução, não uma solução para o idoso mas para a família que acha mais fácil essa alternativa. A aposentadoria é empregada para garantir a permanência do idoso na instituição. Acontece que quase sempre os asilos são um caminho sem volta pois na maioria das vezes as famílias esquecem seus velhos internados e estes acabam perdendo a sua identidade e o direito sagrado de tomar decisões que lhe dizem diretamente respeito.

Os horários, as condutas e os comportamentos são ditados pela instituição, trazendo para os internados um quadro de amargura, tristeza e depressão, abandonados que são por aqueles que foram por eles cuidados e agora se recusam a cuidar deles. No novo ambiente o idoso perde a sua identidade, a sua auto estima e não sabe como ocupar seu tempo. Tornam-se apenas mais um ser humano depositado no local. Muitos falecem por desgosto.

O ambiente de grande parte dos asilos não é adequado para ser uma residência fixa de dezenas de idosos. São casas que ou não sofrem nenhum tipo de adaptações ou apesar delas não tem condições mínimas para prestar uma assistência adequada. São cubículos apertados, corredores mal iluminados, ventilação precária, pisos, escadas e banheiros locais de fáceis quedas e acidentes.

Não há espaços para atividades físicas ou banhos de sol, recreação ou jardinagem e esses elementos são essenciais para uma boa qualidade de vida e  melhorar a auto estima e criar um saudável ambiente social entre os asilados. A maior parte do tempo eles passam sentados, encolhidos, sem movimentação e vários adotando posições fetais, com os membros encolhidos e já atrofiados.

A institucionalização para a maioria dos idosos é fonte de isolamento, dor e tristeza, o ambiente se torna silencioso e vazio, as horas demoram a passar e muitos acham que o fim do seu sofrimento só vai acabar com a sua morte e aguardam o seu triste fim resignados. Há casos de falecimentos em que a família não é avisada ou não é localizada e o asilo continua a receber pelo cartão magnético por mais algum tempo.

“Implantamos esse projeto na escola, pois as crianças não tinham oportunidade de visitar o asilo. Há seis anos fazemos esta visita e arrecadamos produtos de higiene pessoal, limpeza e frutas. É uma alegria muito grande passar a tarde toda aqui no asilo”, comentou a Diretora Maisa Damasceno.

Os caminhos para o asilo são apenas de ida, sem volta, pois os asilados são esquecidos não só pela família como pela sociedade. O asilado perde a sua individualidade, pois todo o seu tempo, todas as suas atividades são determinadas pelas normas e regulamentos da instituição. Os dias se sucedem e a rotina determinada é sempre a mesma, com horários e ambientes determinados, sem liberdade de opção. Muitos morrem de desgosto e depressão.

Falar em equipe multidisciplinar para visitas diárias e avaliações e correções das possíveis incapacidades é realmente sonhar alto. É comum um médico se responsabilizar por muitos asilos e só aparecendo em casos de complicações ou para fornecer o atestado de óbito. Os jornais mostram essa penosa realidade, com bastante freqüência.

Todo o quadro revelado nessas linhas refere-se exclusivamente às centenas de entidades clandestinas existentes em São Paulo (apenas 10% são oficialmente registradas e fiscalizadas) e no Brasil. Quando denunciadas, elas mudam de um local para outro no mesmo dia. Muitas vezes o mesmo dono possui várias casas configurando quase uma indústria de lucros fáceis à custa da desgraça de muitos seres humanos.  É preciso reconhecer que existem instituições beneficentes sérias e competentes que se esforçam diuturnamente, vencendo dificuldades de toda ordem, para poder dar um atendimento digno e humano aos seus abrigados. O que é lamentável é que elas constituem uma exceção e não a regra e são em número reduzido face às necessidades de nossos idosos excluídos, abandonados e discriminados pelos seus entes queridos” conclui o Dr. Oscar Del Poso.

IDOSOS TÊM DIREITOS DESRESPEITADOS EM ASILOS BRASILEIROS

Agência Brasil – 26-08-2008.

Brasília – A maior parte dos asilos brasileiros não respeita o Estatuto do Idoso e segue um modelo de exclusão, segregação e subtração de cidadania dos internos. A conclusão é de um estudo realizado em parceria, pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O relatório de inspeção para instituições de longa permanência para idosos foi feito a partir de visitas sem prévio aviso a 24 instituições de 11 estados e do Distrito Federal.

O cenário relatado é de descaso, abandono, falta de higiene em algumas instituições, instalações inadequadas em outras, ócio e esquecimento. “A imagem mais marcante que ficou foi a da espera da morte. Por exemplo, às dez da manhã um idoso sentado à mesa esperando o almoço que seria servido ao meio dia. Quer dizer, aquela seria a única atividade durante o dia“, conta  a coordenadora do estudo, Ana Luiza Castro, do Conselho de Direitos Humanos do CFM.

Apesar disso, alguns asilos e casas de repouso, foram exemplo de bons cuidados. È o caso da Associação São Vicente de Paulo, em Taguatinga, no Distrito Federal. Lá, os inspetores observaram que desde as instalações adequadas, até a preservação dos vínculos familiares, todos os direitos das idosas – a casa abriga 30 mulheres – são respeitados.

No Piauí, outro lar foi elogiado no relatório  No Abrigo São Lucas, em Teresina, os 52 internos dividem apenas 2 banheiros e não possuem instalações apropriadas para o recebimento de visitas, mas elas podem acontecer a qualquer hora, irrestritamente. Mesmo com as dificuldades, o abrigo foi considerado um ambiente de respeito e dignidade aos internos. “Essa parceria tem o objetivo de ver como é o funcionamento e a inclusão social a ser feita no âmbito das instituições”, explica o vice presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Percilio de Souza Lima Neto.

Fonte: Teógenes Nazare


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One Comment on “Um Asilo Exemplar Em Manhuaçu MG”

  • Geraldo Manoel Guimarães wrote on 18 dezembro, 2013, 0:17

    Tenho 56 anos; vivo sozinho em minha casa que construí com tanto esforço; depois que adquirir a Diabetes Mellitus tipo 2 aos 44 anos de idade e também acometido da Depressão Crônica Recorrente, enfim, fiquei doente crônico, minha ex-espôsa me abandonou depois de 21 anos de casados…nunca mais tive notícias; meu filho sabe do meu drama diário, mas mostra indiferença, não dialoga comigo e o que é pior, vive me alfinetando, me humilhando, me pressionando por pequenos detalhes sem sentido algum por tanta truculência; sou um grande fardo para ele, uma pedra em seu sapato; enfim, um traste(ele tem 29 anos) e nunca lhe dei uma palmada sequer, nunca o agredi fisicamente, dava presentes caros, às vezes, sem ter condições financeiras para tanto, mas lutava, fazia horas-extras para satisfazer seus sonhos de criança e de pré-adolescência. ME CHAMA DE TRASTE, ESTRUPIÇO…ENFIM UMA SITUAÇÃO DE AMARGURA, TRISTEZA E DOR QUE VAI SE ACUMULANDO NA ALMA…UM CÂNCER INVISÍVEL QUE DÓI MUITO A CADA DIA! UM INFERNO DIÁRIO.
    O PROBLEMA É QUE ESTOU NA 1.ª VARA DA JUSTIÇA FEDERAL EM JUIZ DE FORA HÁ ANOS PARA TENTAR ME APOSENTAR POR INVALIDEZ…OUTRO MARTÍRIO PELO QUAL PASSO, MAS NÃO HÁ OUTRO CAMINHO. REZEM POR MIM.
    Geraldo Manoel Guimarães
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