Simpósio de Cafeicultura é iniciado em Manhuaçu.

Autoridades políticas e lideranças ligadas ao agronegócio café participaram da abertura do 17º Simpósio de Cafeicultura de Montanha, na manhã desta quarta-feira, 20, no Parque de Exposições da Ponte da Aldeia, em Manhuaçu. Além de mostrar os avanços de qualidade e produtividade dos cafés das Matas de Minas, a cerimônia de abertura destacou a dificuldade de remuneração dos produtores. O custo de produção e os baixos preços estão atingindo fortemente a cafeicultura produzida nas montanhas mineiras.
O evento foi aberto pelo Presidente da Associação Comercial, Industrial e de Agronegócios de Manhuaçu (ACIAM), Antônio Carlos Xavier da Gama (Toninho Gama) acompanhado do Presidente da Associação de Cafés Especiais Alexandre Leitão, do Prefeito de Manhuaçu Nailton Heringer, o Presidente da Câmara Maurício Júnior e o Diretor da FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais) João Roberto Pulitti.
Logo na abertura, o tema da melhoria da qualidade e da produtividade das lavouras das Matas de Minas nos últimos anos foram ressaltados. A região das montanhas apresentou uma significativa melhora de imagem ao longo das dezessete edições do Simpósio de Cafeicultura. Ao mesmo tempo, a falta de preços que garantam a sustentabilidade do negócio, especialmente do ponto de vista dos produtores, foram muito debatidos nos pronunciamentos.
DESTAQUE
Em sua fala, o diretor da FAEMG, João Roberto Pulitti, elogiou o papel do Simpósio de Cafeicultura na construção dessa nova realidade da cafeicultura das Matas de Minas. “Venho aqui desde a primeira edição, sem falta um ano, e sei que o Toninho Gama e sua equipe abraçaram essa causa. O simpósio foi fundamental para canalizar esforços de vários segmentos para essa mudança para melhor”, analisou.
O Presidente da Câmara de Manhuaçu, Maurício Júnior, elogiou o empenho da ACIAM. “Sou de uma família de produtores de café. Sei que a cafeicultura tem dificuldades, mas o simpósio é um canal para promover o conhecimento. Temos que estar preparados para enfrentar os desafios, afinal eles sempre vão existir. Aproveitem esse fórum para aprender, conhecer novidades e oportunidades”, declarou.
Em seguida, o prefeito de Manhuaçu Nailton Heringer defendeu a articulação regional em defesa de melhores preços e condições para a cafeicultura de montanha. Ele falou da representatividade do setor na economia regional e defendeu um movimento de caráter regional.
EMPENHO
O presidente da ACIAM, Toninho Gama, ressaltou as parcerias e lembrou o empenho de várias entidades e empresas para o sucesso do Simpósio de Cafeicultura, reforçando que essa união é fundamental para a continuidade do encontro.
Ele ressaltou que a cafeicultura de montanha está se fortalecendo perante o mercado. “Temos cafés de qualidade e estamos sendo campeões nos concursos estaduais e nacionais. Atualmente, o Sebrae e mais onze entidades trabalham num grande projeto de formação de uma organização que vai defender e representar o café das Matas de Minas. Eles já trabalham a identidade e mercado. Temos que apoiar essas ações, afinal elas irão influenciar o futuro do agronegócio café”, declarou Toninho Gama.
A mesa de abertura ainda contou com a presença do Gerente Regional da Emater-MG Rômulo Mathozinho, do Diretor do Sebrae-MG João Roberto, da representante da Aliança Internacional das Mulheres do Café Josiane Cotrim Macieira, o presidente do Sindicato Rural Lino da Costa e Silva, Dr. Mário Assad Júnior, Diretor de Mobilização da Fetaemg Pedro José, Capitão Aguinaldo Schuab e a Delegada de Polícia Adline Ribeiro.
SELO COMEMORATIVO
A última parte da cerimônia foi o lançamento do Selo Comemorativo do 17º Simpósio de Cafeicultura, estampado com a imagem do evento e a bandeira de Minas Gerais. O representante dos Correios Roney Alves Horta apresentou o selo e carimbo comemorativos. Eles serão usados nos próximos trinta dias nas correspondências enviadas a partir de Manhuaçu, divulgando o nome da cidade e o café da região.
Os primeiros selos foram entregues a dois cafeicultores premiados em função dos bons cafés de suas propriedades. José Alexandre Abreu de Lacerda (Espera Feliz) ganhou os concursos regional e estadual da Emater-MG em qualidade de café na categoria Cereja Descascado e ainda conquistou o concurso da Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC). Clayton Barrossa, de Alto Caparaó, foi o vencedor do Concurso Regional de Qualidade de Café na categoria secagem por via natural.
Após a abertura, foram iniciadas as palestras e debates, além dos minicursos do primeiro dia do evento.


Carlos Henrique Cruz – portalcaparao


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