Manhumirim Comemora o 7 de Setembro com homenagens, alertas e protesto de professores da rede estadual contra baixos salários.

Milhares de Pessoas compareceram na Avenida Raul Soares, para prestigiar o desfile cívico do  Sete de Setembro. O desfile superou as expectativas, com criatividade, homenagens e outros ingredientes que o transformou em um dos mais bonitos dos últimos anos.

A Guarda Mirim, mas uma vez abriu o desfile. Em seguida, escolas municipais, estaduais, particulares e os clubes de serviços deram um verdadeiro show. As escolas, Dra. Maria da Conceição Oliveira Ribeiro, Alfredo Lima e Estadual prestaram uma justa homenagem ao ex prefeito de Manhumirim Erval Azevedo Mendes, que faleceu recentemente. Outra pessoa homenageada foi Ivanilda Consendey, ex diretora da escola estadual de Manhumirim. A estadual Alfredo Lima, também pediu um “não”

ao Bullying (atitudes ameaçadoras que se processam por meio de agressões físicas ou verbais) e frisou as belíssimas participações do educandário em competições esportivas e de conhecimentos. A escola Dra. Conceição foi impecável com sua já tradicional bateria, em uma das alas todos os estados foram representados com suas respectivas bandeiras. As escolas: “Alfredo Breder”, “João Henrique”, “Padre Geraldo Silva”, “Narciso Rabello”, “APAE”, “Carolina Júlia Pereira”, “Santa Teresinha” e “Evec”, arrancaram aplausos de todos. O Leo Clube alertou sobre o câncer de mama e a importância do combate a pedofilia.

A Ordem “DeMolay” de Manhumirim desfilou bonito com seus jovens.

Protesto dos professores da rede estadual.

Os professores da rede estadual de ensino aproveitaram para levar ao conhecimento dos presentes a indignação da categoria pelos baixos salários recebidos. Os educadores levaram faixas com frases que retratavam a luta por um piso melhor e reconhecimento por parte do governo do estado. Eles prometeram continuar em greve por melhorias.

Apresentação e agradecimento.

O desfile foi apresentado pelo comunicador Geraldo Júnior da Rádio Manhumirim AM, líder de audiência nas manhãs de Manhumirim e região.A emissora deu total cobertura com flachs ao vivo da Avenida Raul Soares.

O desfile contou com a presença de várias autoridades do município e da região. Ao final a secretária de educação, Marilene Leite e o prefeito Ronaldo Lopes agradeceram aos presentes e aos alunos, pais, professores, diretores e educadores em geral por toda dedicação. “Foi a dedicação de todos  que contribuiu para que o desfile fosse um sucesso”. Frisou Marilene.

O dia da “Independência”

Em 1820 a família real volta para Portugal, e D. João VI deixa seu filho Pedro por aqui para tomar conta de tudo, porém a independência do Brasil já era algo que aconteceria a qualquer momento, pois muitos movimentos surgiam pedindo que o Brasil se tornasse uma república livre. Enquanto isso, do outro lado do oceano Atlântico, Portugal fazia planos para recolonizar o Brasil, impondo todas as antigas regras, como o comércio fechado. Então, no início de 1822, o príncipe-regente D. Pedro recebeu a ordem para que voltasse imediatamente para Portugal.

“O Partido Brasileiro, formado por aqueles que queriam manter a autonomia obtida, buscou o apoio do príncipe. Organizou um abaixo-assinado pedindo que ele permanecesse no Brasil. D. Pedro, então, desobedecendo às ordens de Lisboa, teria dito: “Se é para o bem de todos e a felicidade geral da nação, estou pronto, diga ao povo que fico”. Era 09 de janeiro de 1822, o famoso Dia do Fico. Depois disso, D. Pedro formou um ministério que tinha como chefia o brasileiro José Bonifácio de Andrada e Silva. Dá pra imaginar que o rei em Portugal não ficou nada feliz. Alguns meses depois, D. Pedro saiu da capital do Brasil, que na época era o Rio de Janeiro, e foi até São Paulo. Foi quando recebeu uma mensagem de Portugal com uma ordem para voltar para a Europa e também um pedido de julgamento para José Bonifácio. Quando recebeu esta mensagem o príncipe estava ao lado do rio Ipiranga, em uma tarde do dia 07 de setembro de 1822, e soltou a frase:

“Independência ou morte!”

E AINDA TIVEMOS DE PAGAR PELA “INDEPENDÊNCIA”!

Quando um território se torna independente, os outros países devem reconhecê-lo _ se não, a independência não vale de muita coisa. O primeiro país a reconhecer o Império Brasileiro foram os Estados Unidos, um ano depois da Guerra da Independência, em 1824.

Depois foi a vez do México, em 1825. Já os países europeus tornaram-se um calo no pé do Brasil: cada um queria obter mais vantagens que o outro para reconhecer nossa independência, além de fazer mil exigências. Tanto que esse processo durou onze anos!

O caso mais complicado foi à Inglaterra. Ela não queria ficar mal com Portugal, mas lhe interessava muitíssimo que o Brasil se tornasse independente por causa dos negócios. Como não é boba, logo achou uma solução: fez com que Dom Pedro I pagasse uma indenização de duas mil libras esterlinas (dinheiro pra chuchu!) a Portugal, como “indenização”.

Indenização é o que se deve pagar quando se prejudica alguém. Pois é: mesmo sem fazer nada de errado, apenas buscando a independência como era nosso direito, tivemos de pagar esse dinheirão a Portugal! Fomos talvez o único país a pagar pela independência. Tudo porque nosso imperador era português. Pior: quem nos emprestou dinheiro de novo foi a Inglaterra sempre ela… E para que Dom João VI não se sentisse ofendido, deram-lhe o título de imperador honorário do Brasil! Será que, nessa época, nos tornamos realmente independentes?

Hoje muita coisa mudou, e a cada ano que passa o nosso país é mais respeitado la fora. Estamos agora buscando uma independência mais consolidada e verdadeira, bem diferente da obtida em 1822.

Valdir Vieira – Assessoria de Comunicação – Prefeitura de Manhumirim

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