Carangola, a cidade “latinha!” Que versão escolher?

Tudo na vida tem seu lado positivo e negativo, constantemente é uma questão de ponto de vista saber se é uma coisa ou outra. No caso da análise da vida de um município o mesmo acontece em uma escala diferente.

Falando de Carangola como cidade „latinha“ implica num saudosismo dos considerados „bons tempos“

Lá tinha uma ferrovia!

Lá tinha dois cinemas!

Lá tinha grandes laticínios!

Lá tinha rio limpo!

Lá tinha fábrica de sabão!

Lá tinha fábrica de vassouras!

Lá tinha fábrica de porcelana!

Lá tinha várias fábrica de bebidas!

Lá tinha duas fábricas de massas alimentícias!

Lá tinha fábrica de resistência!

Lá tinha fábrica de malas!

Lá tinha fábrica de tecidos!

Lá tinha fábrica de camisas!

Lá tinha duas torrefações de café

Lá tinha vários compradores de café

Lá tinha EMATER! (essa foi quase!)

Esta semana com queixos caídos as pessoas receberam a notícia que o convênio entre a Prefeitura de Carangola e a Emater foi cancelado em ofício enviado pelo Prefeito dia 25 de outubro. Estamos falando aqui de uma entidade que existe há mais ou menos 52 anos no município (antes chamada ACAR e depois Emater). São inúmeros os benefícios trazidos por ela para o agricultor e pecuarista e em consequência para o município. A participação do município é de cerca de 23%, assumindo o resto, o estado.

Tudo indica, segundo a reunião da Câmara dos Vereadores do dia 9 de novembro que foi apenas uma tentativa do Executivo de cortar os gastos públicos cancelando os gastos de 13.000 R$ mensais com a Emater em novembro e dezembro para em janeiro de 2011 recomeçar o convênio. Ora, a Emater é uma entidade de muito respeito para ser tratada desta forma. O gerente regional Sr. Paulo Alexandre explicou na Câmara que com o ofício do prefeito de 25 de outubro de 2010 cancelando o convênio a partir daquela data as alternativas para Emater seriam desfazer imediatamente o escritório de Carangola ou ter que ir para a justiça reclamando os dois meses que faltam. Num encontro com o Sr. Prefeito Patrick N. D. de Albuquerque na manhã de 9 de novembro negociaram a possibilidade da prefeitura ficar devendo estes dois últimos meses de 2010 e pagá-los no início de 2011 quando entra dinheiro de impostos em caixa. Agora, cabe ao Prefeito enviar outro ofício à Emater retificando o cancelamento do convênio assumindo o pagamento para janeiro.

Não teria sido mais fácil a Prefeitura ter procurado o gerente da Emater antes de enviar o ofício cancelando tudo? Se alegam falta de comunicação entre as entidades, por que não um ultimato para que relatórios sejam entregues? As comunidades rurais ficaram em pânico diante da notícia de fechamento da Emater, os funcionários ficaram inquietos, não perderiam o emprego como funcionários públicos que são, mas começaram a pensar nas transferências, escritórios da Emater de outras cidades já estavam “disputando” os funcionários daqui, pois há falta de concursados desta entidade. Ou seja, uma confusão totalmente desnecessária! Para apoiar a Emater vários agricultores assinaram abaixo-assinados e carta aberta, muitos vieram debaixo de chuva forte de suas comunidades perdendo horas de trabalho e sono para estar na Câmara e ouvir que tudo era uma “jogada” para economizar 26.000 R$, sendo que as atividades da Emater trazem 13.000R$ em vantagens fiscais da Lei Robin Hood, segundo explicou o Sr. Paulo Alexandre. Repetindo, o município gasta 13.000R$ por mês com a Emater, mas recebe cerca de 6.500R$ mensais em ICMS Solidário da Lei Robin Hood por conta da Emater!!

Todo este caos por conta de 6.500R$ em novembro e 6.500R$ em dezembro!!!

Seria tão bom se Carangola passasse a ser a cidade „latinha“ dos „maus tempos“ como:

Lá tinha crime!

Lá tinha roubos!

Lá tinha droga!

Lá tinha rio sujo!

Lá tinha lixo por todo lado!

Lá tinha dengue!

Lá tinha inveja!

Lá tinha políticos corruptos!

Lá tinha somente interesses particulares!

Lá tinha desrespeito ao cidadão!

Lá tinha vira-folha!

Lá tinha apadrinhamento!

Lá tinha totalitarismo!

Lá tinha criadores de confusão!… e agora não!!!!

Por:(Julenia Maria Lopes da Silva, pequena produtora rural da Zona Rural de Conceição, a maior região produtora de café do município com uma população de 428 familias, segundo dados do Posto de Saúde local de julho de 2010)

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8 Comments on “Carangola, a cidade “latinha!” Que versão escolher?”

  • mineiro-capixaba wrote on 24 novembro, 2010, 14:09

    Alguém tem alguma coisa a manifestar ou comentar sobre a nossa cidade, que parece que parou no tempo,todas as cidades estão crescendo e desenvolvendo… menos a nossa!!!

  • Robson da Silva Sabino wrote on 18 novembro, 2010, 16:30

    As prefeituras por esse Brsil afora estão atulhadas de servidores desqualificados por conta do apadrinhamento político e o resultado não poderia ser outro: o amadorismo administrativo dos Municípos.

  • José Carlos da Silva wrote on 18 novembro, 2010, 16:04

    Olá Julenia, Quero parabenizar, não a você especificamente, mas a Carangola por ter você como uma defensora da cidade e de seus concidadãos. Grande abraço. Carlos Lannes

  • mineiro-capixaba wrote on 18 novembro, 2010, 15:31

    Rapaz ..como que Carangola tá abandonado véi, ruas sujas e esburacadas… era tempo que eu tinha orgulho dessa cidade, até aqui no ES, que é um estado inferior tá ficando melhor!! tá na hora de alguém fazer alguma coisa. URGENTE!!

  • danilo wrote on 16 novembro, 2010, 18:47

    sabemos que nem todas essas perdas são recentes mas pelo visto o senhor prefeito queria aumentar essa lista , com a perda da emater deixar varios produtores rurais numa situação ainda mais complicada .

  • Silva wrote on 11 novembro, 2010, 11:54

    QUE PAPELÃO HEIM SR. PREFEITO !!!!! larga a prefeitura e vai jogar truko!!!!

  • anderson teixeira wrote on 11 novembro, 2010, 7:35

    É louvável a atitude do atual prefeito,cancelar o contraro com a EMATER.Ele(o prefeito),não é produtor nem mora na zona rural.R$ 13.000,00 em duas parcelas é uma quantia considerável aos olhos do executivo,mas que numa “mesa de jogos’,devem sumir em um minuto,ou na mão de algum agiota credor,faz-se uma festa.Ainda bem q a população se mobilizou e correu atrás.Uma cidade como a nossa,que vive do produtor rural,não pode “NUNCA”,ficar sem essa entidade.Que o povo continue fiscalizando…pena que não podemos fazer uma auditoria nos cofres da atual gestão…Faça-se uma idéia de como está…

  • Adilson Gardioli wrote on 11 novembro, 2010, 7:32

    Ola Julenia,

    Vc sabia que todas estas fabricas pertenciam ao Dr Jonas Marques? o homem que explorava a população e tem uma estatua na praça matriz?, este mesmo cidadão foi contra a passagem da Rio/Bahia em Cgola?, depois tirou todas elas para Gov Valadares?, fora outros cidadões que lutam para o asfalto não passar em frente aos Laticinios Marilia? que queriam construir uma barragem na nova usina hidroeletrica, e os ambientalistas foram contra? fora a politica mesquinha que perpetua desde os tempos do João Bello? hj não temos nenhum deputado representando o municipio? se continuar assim, em breve teremos que colocar um portal nas entradas da cidade????????????????

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