Avaliação.

Avaliação1Frequentemente em todas as escolas nosso Brasil, a cena se repete, alunos, e muitas das vezes até seus pais, preocupados com as nota obtidas em suas avaliações, e diante destas preocupações surge uma grande debate em torno deste assunto, que muita das vezes vem acompanhada das seguintes indagações: O que é avaliar? Porque avaliar o aluno? Porque há a necessidade de aplicar provas? E Qual o seu objetivo? Questionam-se, assim, os processos de avaliação da aprendizagem dos alunos, o sentido das avaliações escolares e especialmente o ato de aprovar ou reprovar os alunos.

Segundo o dicionário Aurélio, avaliar é: 1 – Determinar a valia ou o valor de. 2 – São nas provas mensais que vamos avaliar o conhecimento do aluno.

Entretanto podemos caracterizar o ato de avaliar como nada mais do que colher elementos para que o trabalho aconteça, colher informações para progredir.

Notemos que a avaliação não é uma tortura medieval. É uma inversão mais tardia, nascida com os colégios, por volta do século XVII e tornando indissociável do ensino de massa que conhecemos desde mo século XIX, com a escolaridade obrigatória. (PERRENOUD, 1999).
Desde então, o ato de avaliar se expandiu ao ponto de ser aplicado em escolas de todo o mundo, tornado-se notório o interesse estatal pela avaliação.

No Brasil, considera-se a avaliação crucial para garantir melhor qualidade do ensino aprendizagem. É de extrema importância para a cidadania, para a efetiva garantia da igualdade de oportunidades na sociedade, pois a avaliação permite localizar de forma objetiva muito dos percalços no alcance de melhor qualidade educacional.

Sendo assim, a avaliação escolar tem a missão de verificar não apenas a retenção de informações sobre a matéria pelo aluno, mas, principalmente, se os alunos estão sendo capazes de utilizar aquilo que aprenderam a partir dos exemplos dados pelo professor na compreensão de casos análogos.

Luckesi (1991,1992,1996), autor muito citado entre os educadores a propósito do tema, procura contribuir para a elucidação dos pressupostos filosóficos e educacionais das práticas avaliativas no ensino básico, insistindo na necessidade de qualificar a avaliação, não em função dela mesma, mas do fim a que se destina, e mostrando que esta, ao conquistar ao longo dos tempos espaço tão amplo nos processos de ensino, condicionou a prática pedagógica ao que ele chama pedagogia do exame.

Discute ainda a relação entre planejamento, avaliação e projeto pedagógico da escola, ressaltando a dimensão política que possuem essas atividades e preconizando um trabalho de equipe em que todos decidem o que e como fazer para elaborar uma proposta coerente com as necessidades dos alunos.

Contudo, segundo Hoffmann (1.993), avaliar nesse novo paradigma é dinamizar oportunidades de ação e reflexão, num acompanhamento permanente do professor, e este deve propiciar ao aluno, em seu processo de aprendizagem, reflexões acerca do mundo, formando seres críticos libertários e participativos na construção de verdades. (p.134).

Sobre o Autor

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Celso Ricardo de Almeida é Administrador de Empresas com Pós Graduação em Gestão Ambiental, escritor e pesquisador, possui três cinco publicados – contato: celsoricardo.almeida@oi.com.br

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